Segundo Rédea Solta (C&L de 25 de fevereiro), ajudado pelo clima, o carrapato corre nas condições sugeridas pelo nome da coluna. O indômito ácaro, há séculos clandestinamente importado da longínqua Ásia, faz abundante prole na campanha gaúcha, onde encontra abrigo confortável nos campos tomados de inços (chircas, carquejas, caraguatás & cia) e manejados sob a égide do pastoreio contínuo, extensivo e irracional. Para travar-lhe a marcha, recomenda a Secretaria da agricultura “produtos injetáveis, pulverizações ou banhos de imersão”. Só vale, cabe perguntar, a repressão química, de efeito tópico, imediato, paliativo e antiecológico? Os pecuaristas há mais de 100 anos adotam essa prática com escassos benefícios. As práticas fora do hospedeiro, mais eficazes, econômicas e duradouras, além de menos poluentes, não são consideradas?…

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