Passa nossa pecuária por aflitiva situação, às voltas com restrição de chuvas desde outubro e novembro, meses centrais da primavera, quando mais crescem os pastos nos campos nativos. A estiagem já afeta os abates no RS (ZH 22.01.11). O Sindicato da Carne do RGS estima queda de 30% em janeiro comparado aos sete meses anteriores. A meteorologia indica que só as “águas de março” cairão em volumes satisfatórios sobre a Campanha, epicentro do fenômeno. Irineu Guarnier, arguto âncora do Canal Rural, revela que está difícil aprontar gado para abate nas “pastagens ressequidas”. Para engordar novilhos, pecuaristas, com seus campos rapados e secos e manejados extensivamente, se obrigam a alimentá-los com grãos de arroz e ração. Os que formaram pastagens lavradas estão com as áreas ainda em piores condições. As pastagens de primavera mermaram cedo e as de verão não puderam ser formadas. Nos locais mais castigados, as taxas de concepção serão de 35-50%. Prevê-se que 100 mil terneiros deixarão de nascer na primavera, se não for mais…

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